(...)Sonhávamos alto: não será a alma apenas o supremo resultado do corpo, frágil manifestação da dor e do prazer de existir? é, pelo contrário, mais antiga que este corpo modelado À sua imagem, e que, melhor ou pior, lhe serve momentaneamente de instrumento? é possível chamá-la ao interior da carne, restabelecer entre elas esta união estreita, esta combustão a que chamamos vida? se as almas possuem a sua identidade própria, podem elas tocar-se, ir de uma para outra como um bocado de fruto, o gole de vinho que dois amantes passam um ao outro num beijo? (...)
For instance Oh my mama She's been falling Falling down for quite some time And oh my papa He's been falling Falling down for quite some time Oh my friends I've watched them falling Falling softly to the ground Like the leaves The Leaves are falling Down in silence to the ground
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar? amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o cru, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
And I feel your fists And I know it's out of love And I feel the whip And I know it's out of love And I feel your burning eyes burning holes Straight through my heart It's out of love, ooh hoo It's out of love
Give me a little bit serious love Give me a little full love Be full of love
Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir – nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.
Forgive me, Let live me Kiss my falling knee Forgive me, Let live me Bless my destiny Forgive me, Let live me Set my spirit free Weakness sown, Overgrown Man is the baby
Estou farto desta ausência entre lençóis do sono que há no pesadelo que me sou não levo veias nem vinho nem deus só as unhas dentro dos bolsos e o lugar do salgueiro
Ser mais terra que nunca pedra de calçada com pés por cima ter um buraco na sola e haver mijo no chão tenho nojo das manhãs húmidas e solenes
Quando da noite me faço homem a manhã da noite se faz dia e eu não caibo nos restos da noite que sobrou
Parto e não há aqueduto que eleve as águas que correm baixinho como se fora choro de erva.