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9 de agosto de 2012

Cut the World





For so long i've obeyed that feminine decree
I've always contained your desire to hurt me


But when will i turn and cut the world?


My eyes are coral, absorbing your dreams
My skin is a surface to push to extremes
My heart is a record of dangerous scenes


But when will i turn and cut the world?



27 de novembro de 2009

Nessun Dorma
























(…)
repentinamente
ressoam tímbalos, como se a febre
os fizesse chocar
dentro do seu coração:
contra sua vontade,
um longo hábito levou-a de volta ao circo,
à hora onde todas as noites ela luta
contra o anjo da vertigem.

uma última vez
enche-se daquele cheiro de animal selvagem
que foi o da sua vida,
daquela música enorme e desafinada
como é a do amor.
(…)


Marguerite Yourcenar



14 de maio de 2009

If It Be Your Will




If it be your will
That I speak no more
And my voice be still
As it was before

I will speak no more
I shall abide until
I am spoken for
If it be your will

8 de janeiro de 2009

Kiss my Name

Kiss my name
Mama in the afterglow
When the grass is green with grow
And my tears have turned to snow


I’m only a child
Born upon a grave
Dancing through the stations
Calling out my name


Oh mama kiss my name
I am trying to be sane
I’m trying to kiss my friends
And when broken, make amends


Kiss my name, the curtains white
The turtle doves embroider light
As I lie, murdered in ground
The rain compacting sodden sound
Of songs I sang the years before
When it was time to rain
Upon the coal that I became










3 de janeiro de 2009

Dust and Water



Framentos de um Diário

Amo
as águas no instante em que não são do rio
Nem pertencem ainda ao mar.....
.....árduas planícies rosto incendiado pesando-me
nos ombros
hirto....tatuado no entardecer de magoada cocaína.....

.....leio baixinho aquele poema Eu de Belaflor
nocturna sombra de corpo embriagado
fogos por descuido acesos no húmido leito dos juncos...
...altíssima margem....inacessível noite de Florbela

e o soneto dizia: Sou aquela que passa e ninguém vê
sou a que chamam triste sem o ser
sou a que chora sem saber porquê

...apesar de tudo conheço bem este rio
e o cuspo diáfano do coral o sono letárgico
dos reduzidos seres marinhos esmagados
na pressa do mar...possuo este resíduo de vida estelar
gravada na pele está a cabeça de medusa loura....dói
nas comissuras penumbrosas das falésias
que me evocam
os ternos lábios das grandes bocas fluviais.....

...sinto o rigor das plantas erectas as vozes esparsas
os corpos de ouro enleados na violência das maresias....
...junto á foz de meu inseguro desaguar...continuo sentado
escrevo a desordem urgente das horas...medito-me
cuidadosamente o tabaco amargo pressente-te na garganta
e no fundo inóspito do corpo desenvolve-se
o desejo de fugir....
.... espero o cortante sal-gema das ilhas.....a ilusão
conseguir prolongar-me na secreta noite dos peixes....
...adormeço enfim
para que estes dias aconteçam mais lentos
nas proximidades inalteráveis deste mar....
                                                       Al Berto


 




 

25 de dezembro de 2008

Daylight and the Sun


Reflorir, sempre


Não é já de Natal esta poesia.
E, se a teus pés deponho algo que encerra
e não algo que cria,
é porque em ti confio: como a terra,
por sobre ti os anos passarão,
a mesma serás sempre, e o coração,
como esse interior da terra nunca visto,
a primavera eterna de que existo,
o reflorir de sempre, o dia a dia,
o novo tempo e os outros que hão-de vir.
                                                                Jorge de Sena


 


 

20 de outubro de 2008

Shake That Devil - Antony & the Johnsons



(...)Sonhávamos alto: não será a alma apenas o supremo resultado do corpo, frágil manifestação da dor e do prazer de existir? é, pelo contrário, mais antiga que este corpo modelado À sua imagem, e que, melhor ou pior, lhe serve momentaneamente de instrumento? é possível chamá-la ao interior da carne, restabelecer entre elas esta união estreita, esta combustão a que chamamos vida? se as almas possuem a sua identidade própria, podem elas tocar-se, ir de uma para outra como um bocado de fruto, o gole de vinho que dois amantes passam um ao outro num beijo? (...)

Memórias de Adriano - Marguerite Yourcenar

4 de outubro de 2008

Another World - Antony and the Johnsons



I need another place
Will there be peace
I need another world
This one's nearly gone

I'm gonna miss the birds
Singing all their songs
I'm gonna miss the wind
Been kissing me so long
Another world

9 de agosto de 2008

Crazy In Love



Sonhos da Menina

A flor com que a menina sonha
está no sonho?
ou na fronha?

Sonho
risonho:

O vento sozinho
no seu carrinho.

De que tamanho
seria o rebanho?

A vizinha
apanha
a sombrinha
de teia de aranha . . .

Na lua há um ninho
de passarinho.

A lua com que a menina sonha
é o linho do sonho
ou a lua da fronha?

Cecília Meireles

Crazy In Love - Antony and the Johnsons

8 de março de 2008

Blue Angel



It's the memory of your warmth
That keeps me alive
When I'm burning
And my world's closing in

Oh I'm on fire
Oh I'm on fire

I hold on to a wheel of burning fear

21 de fevereiro de 2008

Blind- Hercules and Love Affair featuring Antony



I wish the light could shine now
For it is closer
It is near
But it will not present my present
It makes my past and future painfully clear



The Dress

26 de outubro de 2007

Rapture



For instance
Oh my mama
She's been falling
Falling down for quite some time
And oh my papa
He's been falling
Falling down for quite some time
Oh my friends
I've watched them falling
Falling softly to the ground
Like the leaves
The Leaves are falling
Down in silence to the ground

24 de agosto de 2007

Coração cor-de-rosa




AMAR

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade

23 de agosto de 2007

Fistful of Love 2



And I feel your fists
And I know it's out of love
And I feel the whip
And I know it's out of love
And I feel your burning eyes burning holes
Straight through my heart
It's out of love, ooh hoo
It's out of love

Give me a little bit serious love
Give me a little full love
Be full of love

Fists, fists, fists full of love...

13 de julho de 2007

Paddy's Gone



Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
– nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.

Clarice Lispector

14 de maio de 2007

Candy says


Foto de Monika Eichert


Candy says
I hate the quiet places
That cause the smallest taste
Of what will be

Candy says
I hate the big decisions
That cause endless revisions
In my mind

I'm gonna watch the blue birds fly
Over my shoulder
I'm gonna watch them pass me by
Maybe when I'm older

What do you think I'd see
If I could walk away from me


Man is the baby


Foto de Monika Eichert

Forgive me, Let live me
Kiss my falling knee
Forgive me, Let live me
Bless my destiny
Forgive me, Let live me
Set my spirit free
Weakness sown, Overgrown
Man is the baby


Spiralling

Foto de Monika Eichert


I am, I'm undone
I am undone

Where go, where now
I can't stand
If I can, I can die
I'm freezing
It's like us
I'm spiralling

18 de março de 2007

Your Eyes Close




Estou farto
desta ausência entre lençóis
do sono que há
no pesadelo que me sou
não levo veias nem vinho nem deus
só as unhas dentro dos bolsos
e o lugar do salgueiro

Ser mais terra que nunca
pedra de calçada com pés por cima
ter um buraco na sola
e haver mijo no chão
tenho nojo das manhãs
húmidas e solenes

Quando da noite me faço homem
a manhã da noite se faz dia
e eu não caibo nos restos
da noite que sobrou

Parto
e não há aqueduto que eleve
as águas que correm baixinho
como se fora choro de erva.

de Luis Rodrigues



michael cashmore