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24 de junho de 2012

Giulietta Masina



Pálpebras de neblina, pele d'alma
Lágrima negra tinta
Lua lua lua lua
Giulietta Masina
Ah!, puta de uma outra esquina
Ah, minha vida sozinha
Ah, tela de luz puríssima
(existirmos a que será que se destina)
Ah!, Giulietta Masina
Ah!, vídeo de uma outra luz
Pálpebras de neblina, pele d'alma
Giulietta Masina
Aquela cara é o coração de Jesus

 

5 de junho de 2012

Os Argonautas



O Barco!
Meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração
O porto, não!...

Navegar é preciso
Viver não é preciso...

3 de julho de 2011

Un Vestido Y Un Amor




Todo lo que diga esta de mas,
las luces siempre encienden en el alma
y cuando me pierdo en la ciudad,
vos ya sabes comprender... es solo un rato no mas,
tendria que llorar o salir a matar...
Te vi, te vi, te vi... Yo no buscaba nadie y te vi.

      19 de julho de 2010

      Bacana



      Gosto de gente Bacana.

      16 de agosto de 2009

      Cajuína



      Existirmos: a que será que se destina?
      Pois quando tu me deste a rosa pequenina
      Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
      Do menino infeliz não se nos ilumina
      Tampouco turva-se a lágrima nordestina
      Apenas a matéria vida era tão fina
      E éramos olharmo-nos intacta retina
      A cajuína cristalina em Teresina


      26 de julho de 2007

      O Ciúme



      Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
      Tudo esbarra embriagado de seu lume
      Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
      Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

      O ciúme lançou sua flecha preta e se viu ferido justo na garganta
      Quem nem alegre, nem triste, nem poeta
      Entre Petrolina e Juazeiro canta

      Velho Chico, vens de Minas
      De onde o oculto do mistério se escondeu
      Sei que o levas todo em ti
      Não me ensinas
      E eu sou só eu só eu só eu

      Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
      Petrolina, nem chegaste a perceber
      Mas na voz que canta tudo ainda arde
      Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê?

      Tanta gente canta
      Tanta gente cala
      Tantas almas esticadas no curtume
      Sobre toda estrada, sobre toda sala
      Paira monstruosa
      A sombra do ciúme

      5 de julho de 2007

      Hable con ella




      Benigno Martín: Hable con ella. Cuénteselo.

      Marco Zuluaga: Sí, ya me gustaría. Pero ella no puede oírme.

      Benigno Martín: ¿Cómo está tan seguro de que no nos oyen?

      Marco Zuluaga: Porque su cerebro está apagado, Benigno.

      Benigno Martín: El cerebro de la mujer es un misterio, y en este estado más.

      A las mujeres hay que tenerlas en cuenta, hablar con ellas...
      ...tener un detalle, de vez en cuando... acariciarlas de pronto.
      Recordar que existen. Que están vivas y que nos importan.

      5 de junho de 2007

      Chega de Saudade



      João amava Teresa que amava Raimundo
      que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
      que não amava ninguém.
      João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
      Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
      Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
      que não tinha entrado na história.

      Carlos Drummond de Andrade

      22 de fevereiro de 2007

      O quereres



      O Quereres

      Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão
      Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não
      E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão
      E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão

      Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico, burguês
      Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco, garanhão
      E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão
      Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês

      Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor

      Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres ternura eu sou tesão
      Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher
      Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão
      Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu sou o herói


      Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão
      E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor
      Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou
      E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és


      Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres romance, rock'nroll
      Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o inseticídeo
      E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um canto, o mundo inteiro
      Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres coqueiro eu sou obus


      O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual
      Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim
      Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim
      E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim


      Vamos comer Caetano - Adriana Calcanhoto III



      Vamos comer Caetano
      Vamos desfrutá-lo
      Vamos comer Caetano
      Vamos começá-lo

      Vamos comer Caetano
      Vamos devorá-lo
      Degluti-lo, mastigá-lo
      Vamos lamber a língua

      1 de setembro de 2006