The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
Estás só. Ninguém o sabe.
Estás só.
Ninguém o sabe.
Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada 'speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada
Avó, sabes, quando estavas em África a cuidar dos teus outros netos e da tua outra filha, era à tua irmã que chamava avó? Não era de propósito, mas escapava-me sempre. Quando me pedia para ir buscar os tomates para a salada, - Sim avó. Ou quando lhe perguntava se o esquentador estava ligado para tomar banho. Tentava sempre corrigir, Tia, mas os seus olhos brilhavam, os olhos da tua irmã que nunca teve filhos. Eram olhos pequenos e muito vivos.
Avó, às vezes a tua irmã irritava-me, a sua mão tremia e não conseguia fazer as tarefas diárias, corriqueiras, irritava-me porque eu era muito jovem, não compreendia a vida. Para todos os que são jovens, as fraquezas são inadmissíveis. Para o fim, já não lhe reconhecia os olhos e desviava o olhar. Olhos pequenos, perdidos.
Avó, tenho saudades das tuas mãos. São tão bonitas, dizia-te eu repetidamente, são tão velhas e com manchas, respondias.
Os dedos finos, as unhas perfeitas, sobre teu colo, tão lindas as tuas mãos.
Avó, tu não tremias a mão, mas não estavas. Chamava avó à tua irmã.
They know that I can't settle down
They know but they won't keep me in line, in line
They know that I want his liquid
They know that I'm not her breath
They know that I can't settle down
They know but they won't keep me in line, in line, in line
These four walls have eyes, got lost on the way
They'll hold me a while till he thinks that way, till
In line last night held the light
Down to save me from pain, happiness can lie
Remembering our lost home (our lost way)
In line, in line, in line till we're lost, I forgot
Alguém há-de saber de tanto fôlego junto. Basta a mão direita para quebrar a água misteriosamente, a mão para devolver-me á fonte. Não é preciso que seja raiada, essa pessoa Leve e potente, só que finque no meio da dança um pau em brasa com a floração: quero que me pare, que me abra. que use a chave da minha obscuridade. Antes de me terem chamado com água dentro da pedra, gosto amargo, unhas e dentes. A seda com que teci a malha entre pedaços humanos: membros criando um espaço, respiradouros, anéis rudes nas cabeças, uma beleza viva. Alguém há-de tocar-me com um dedo, alguém há-de pôr-me um selo.
Há sempre uma noite terrível para quem se despede do esquecimento. Para quem sai, ainda louco de sono, do meio do silêncio. Uma noite ingénua para quem canta. Deslocada e abandonada noite onde o fogo se instalou que varre as pedras da cabeça. Que mexe na língua a cinza desprendida.