28 de junho de 2015

Melanie Safka



beyoncé, miley cyrus, rihanna, lady gaga,
madonna, katy perry, nicki minaj,
taylor swift
...










16 de março de 2015

Such A Shame





This eagerness to change
It's a shame

5 de maio de 2014

Andrew Bird - "Imitosis"

We're all basically alone.
 
 

30 de janeiro de 2014

Dopamina ou Há violinos nos meus arrepios

Viciada em música, e já lá vamos, que sou, dou por mim a ter arrepios quando oiço algumas músicas, um arrepio no pescoço ou/e na coluna vertebral, só não se arrepiam os pelos dos braços porque não os tenho. Tento disfarçar o arrepio porque o interpreto como sinal de fragilidade. Quando sentia o “arrepio”, usava, consumia a música até à exaustão, agora, oiço-a com moderação, esporadicamente, não vá a dita perder a validade.
Dei por mim a ouvir uma música, que considerava um pouco pirosa, eis surge o arrepio, isso levou-me a tentar perceber o que provoca os arrepios, posso dizer que tenho alguns preconceitos musicais, são os únicos preconceitos que tenho, não quero sentir tais coisas com musiquetas.
Viciada em música que sou, fui procurar respostas, deitei mãos à obra, perdão, dedos ao Google. A culpada é uma tal de dopamina, um neurotransmissor, associada ao sexo, comida e drogas. Sinto o arrepio quando antecipo o que vou ouvir, (se já conheço a melodia) quando passa aquele pedacinho de música que me emociona e confirma a minha expectativa, ou se sou surpreendida por uma determinada sequência de notas, é nesse momento que o meu cérebro liberta uma grande quantidade de dopamina responsável pelos arrepios, uma recompensa do cérebro, perfeitamente biológica, sempre que queremos repetir uma acção que nos causa prazer, tal como a comida ou sexo ou drogas, mas agora também associada ao intelecto.
Não são, também, todas as pessoas que sentem estes arrepios regularmente quando ouvem música, 8% das pessoas nunca sentiram arrepios. De acordo com estudos, pessoas propensas a novas experiências são as que mais padecem destes sintomas.
Que a música é importante, quase como uma droga, que não posso passar sem consumir diariamente, percebo, o não consegui perceber foi, a música que até considero, preconceituosamente, menor ter-me causado arrepios.


4 de novembro de 2013

Hurt


I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

23 de setembro de 2013

Não posso adiar o coração



Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração 



António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"



8 de setembro de 2013

Drew




Falling little more
You bumped and crashed in dirty snow
Up to our sin, I might as well
Melt into Sunday

Remember the time
We stood there by the lake
Watching boats and planes

Pretty white clouds
The sun will sweat
In fact the song begins

Trees are your skin
On my tongue

20 de maio de 2013

Riders On The Storm - Ray Manzarek (February 12, 1939 – May 20, 2013)



Riders on the storm
Into this house we're born
Into this world we're thrown
Like a dog without a bone
An actor out alone
Riders on the storm

There's a killer on the road
His brain is squirmin' like a toad
Take a long holiday
Let your children play
If ya give this man a ride
Sweet family will die
Killer on the road, yeah

Girl ya gotta love your man
Girl ya gotta love your man
Take him by the hand
Make him understand
The world on you depends
Our life will never end
Gotta love your man, yeah

Wow!

Riders on the storm
Riders on the storm
Into this house we're born
Into this world we're thrown
Like a dog without a bone
An actor out alone
Riders on the storm

Riders on the storm
Riders on the storm
Riders on the storm
Riders on the storm
Riders on the storm

"Riders On The Storm" was the last song recorded by the members of The Doors, according to Ray, as well as Jim´s last recorded song to be released (recorded December 1970 - January 1971 - released in June ´71).

According to Robby, it was inspired by the song "(Ghost) Riders in the Sky: A Cowboy Legend." The song is played in the E Dorian mode, and incorporates real sound effects of thunder and rain, along with Ray´s Fender Rhodes electric piano playing, which emulates the sound of rain. The song was recorded at the Doors Workshop in December 1970 with the assistance of Bruce Botnick, their longtime engineer, who was co-producing the recording sessions. Jim recorded his main vocals and then whispered the lyrics over them to create the echo effect. The single was released in 1971, shortly before Jim´s death, entering the Hot 100 on 3 July 1971, the day that Jim died.

The Doors' former producer, Paul Rothchild left prior to the sessions as he did not like the album, or the song, calling it "cocktail music". Their engineer Bruce Botnick was selected to produce the album instead.

The band's drummer John Densmore wrote a 1990 book called Riders on the Storm, detailing the story of his life and his time with the group.

Ray Manzarek and guitarist Roy Rogers covered this song as an instrumental duet on their 2008 album "Ballads Before the Rain".

In November 2009, the song was inducted into the Grammy Hall of Fame under the category Rock (track).


1 de maio de 2013

La Pastorcita Perdida




Punay! Punay!
¡Devuélveme, devuélveme,
a mi pastorcita perdida!

Pastorcita de mi vida,
te extraviaste en noche mala,
mi voz te busca en el viento
y en la puna te reclama.

Punay! Punay!
¡Devuélveme, devuélveme,
a mi pastorcita perdida!

Aunque tenga en esta vida,
que viento y tierra tragar,
pastorcita de la vida,
te he de encontrar
te he de encontrar.  

17 de abril de 2013

Snake Eyes



Inflama-me, poente: faz-me perfume e chama;
que o meu coração seja igual a ti, poente!
descobre em mim o eterno, o que arde, o que ama,
...e o vento do esquecimento arraste o que é doente!
Juan Ramón Jiménez

14 de abril de 2013

Dehorning

Não consegui ver o video até ao fim.

Dehorning:
Most cows used for dairy are not naturally hornless. See how farmers remove cows' horns and horn tissue using a variety of painful methods, including burning and cutting the horns out of their heads, often without painkillers.



Eu cresci nos Açores, numa aldeia em São Miguel e muitas vezes a minha mãe, mandava-me a uma quinta perto de casa ir buscar o leite numa leiteira de latão, o leite vinha quente e cheio de natas amarelas... Não gostava de leite. As Vaquinhas queridas e fofinhas pastavam em campos verdes e húmidos, faziam muuuummmm, eram calmas e pachorrentas. Por vezes passavam em manadas na minha rua, o trânsito parava, se é que havia trânsito, e os miúdos desviavam-se nos passeios à espera que passassem para poderem retornar às brincadeiras.
Hoje gosto de beber leite magro e gelado da Matinal. Não sei de onde provem e o que fazem às vacas, mas penso que não vou beber leite novamente com o mesmo gosto.

Ah... E depois há a história dos frangos de aviário, também tinha galinhas na minha casa dos Açores, dava-lhes milho, achava-as muito estúpidas mas gostava da cor das penas delas, costumava pegar num caderno, sentar-me num degrau e desenhar-lhes o traseiro, literalmente.



31 de março de 2013

Fever






Gárgula.
Por dentro a chuva que a incha, por fora a pedra misteriosa
que a mantém suspensa.
E a boca demoníaca do prodígio despeja-se
no caos.
Esse animal erguido ao trono de uma estrela,
que se debruça para onde
escureço. Pelos flancos construo
a criatura. Onde corre o arrepio, das espáduas
para o fundo, com força atenta. Construo
aquela massa de tetas
e unhas, pela espinha, rosas abertas das guelras,
umbigo,
mandíbulas. Até ao centro da sua
árdua talha de estrela.
Seu buraco de água na minha boca.
E construindo falo.
Sou lírico, medonho.
Consagro-a no banho baptismal de um poema.
Inauguro.
Fora e dentro inauguro o nome de que morro.

Herberto Helder




20 de março de 2013

It's Hard to be a Saint in the City






I had skin like leather and the diamond-hard look of a cobra
I was born blue and weathered but I burst just like a supernova
I could walk like Brando right into the sun
Then dance just like a Casanova
With my blackjack and jacket and hair slicked sweet
Silver star studs on my duds like a Harley in heat
When I strut down the street I could hear its heartbeat
The sisters fell back and said "Don't that man look pretty"
The cripple on the corner cried out "Nickels for your pity"
Them gasoline boys downtown sure talk gritty
It's so hard to be a saint in the city

(...)

And them South Side sisters sure look pretty
The cripple on the corner cries out "Nickels for your pity"
And them downtown boys sure talk gritty
It's so hard to be a saint in the city





19 de março de 2013

It’s easier now



(...)
¿e se me tocam na boca?
de noite, a mexer na seda para, desdobrando-se,
a noite extraterrestre bruxulear um pouco,
o último,
assim como que húmido, animal, intuitivo, de origem,
papel de seda que a rútila força lírica rompa,
um arrepio dentro dele,
batido, pode ser, no sombrio, como se a vara enflorasse com as faúlhas,
(...)




26 de fevereiro de 2013

Sacrilege



Coentros e garfos
Mamas e sapatos