
"Ele enumerava as qualidades da substância que via em sonhos. A ligeireza, a impalpabilidade, a incoerência, a liberdade total em relação ao tempo, a mobilidade das formas da pessoa que faz com que cada uma sejam várias e que todas sejam reduzidas a uma, o sentimento quase platónico da reminiscência, o sentido quase insuportável de uma necessidade."
"Acontecia-lhe muitas vezes reabrir uma porta, simplesmente para se assegurar que não a tinha fechado atrás de si para sempre, voltar-se para um viajante deixando para negar a fatalidade de uma partida, demonstrando-se, a si mesmo, a sua curta liberdade de homem..."
Marguerite Yourcenar – L’Oeuvre au Noir



