Bárbara, Bárbara Nunca é tarde, nunca é demais Onde estou, onde estás Meu amor, vem me buscar
O meu destino é caminhar assim Desesperada e nua Sabendo que no fim da noite serei tua Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva Acumulando de prazeres teu leito de viúva
Bárbara, Bárbara Nunca é tarde, nunca é demais Onde estou, onde estás Meu amor vem me buscar
Vamos ceder enfim à tentação Das nossas bocas cruas E mergulhar no poço escuro de nós duas* Vamos viver agonizando uma paixão vadia Maravilhosa e transbordante, feito uma hemorragia
Bárbara, Bárbara Nunca é tarde, nunca é demais Onde estou, onde estás Meu amor vem me buscar Bárbara
* Trecho abafado por aplausos, na gravação, em função da censura
E depois da boémia lá vens tu sacudir-me a cidade para dentro do peito, numa noite gigantesca que me atravessa a palidez. Sabes que é no teu vácuo que abro as mãos?
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Depois veio uma tempestade e tatuou-me nos olhos uma chuva miudinha.