8 de março de 2010

Daníell In The Sea



Um minuto de silêncio

I
Agora já é tarde. Quero silêncio. Queria silêncio. A distancia. As saudades. Já esqueceste?
II
O silêncio que deixaste instalado no canto do sofá, sufoca-me!
III
Esta pequena janela, por ti feita ternura, está agora inerte, silenciosa, embaciada,...
IV
Ai! Este silêncio onde agora me deito. Mortalha antecipada.
V
De dentes serrados passo as horas doridas de tanto silêncio.
VI
Quando o silêncio se instala de casa cheia, ou dormimos ou estamos mortos.
VII
Ao meu lado, ouço apenas o eco do meu próprio silêncio.
VIII
Esse maldito silêncio descansa aos meus pés como um cachorro velho.
IX
Silencio-me no turbilhão das minhas ideias
X
Hoje acordei sem silêncio no peito. Deixei queimar a pele no duche para me certificar que existia.
XI
Há o silêncio bom e o mau. O que vem após um suspiro de prazer ou um grito de raiva.
XII
E que tal uns tampões de cera nos ouvidos. É um barulho ensurdecedor!
XIII
Onde estás?... Não deixes que o silêncio se instale nos nós dos dedos, ao canto da boca, no fundo dos olhos, nos cabelos, no peito, no colo,...
XIV
O silêncio não existe. Ou melhor, existe antes e depois de nós!

Olga Roriz
23 de Setembro de 2004

19 de fevereiro de 2010

This Is The Day


You could've done anything - if you'd wanted
And all your friends and family think that you're lucky.
But the side of you they'll never see
Is when you're left alone with the memories
That hold your life together like
Glue


17 de fevereiro de 2010

Paradise Circus feat. Hope Sandoval



It's unfortunate that when we feel a storm
we can roll ourselves over when we're uncomfortable
oh well the devil makes us sin
but we like it when we're spinning in his grip.

Love is like a sin my love
For the one that feels it the most
Look at her with a smile like a flame
She will love you like a fly will never love you, again




16 de fevereiro de 2010

Feet of Courage




Tereza explicava tudo isto a Tomas e Tomas sabia que era verdade mas que, sob essa verdade, se escondia uma razão que explicava melhor a sua vontade de deixar Praga: é que, até aí, ela não fora feliz.
Vivera os dias mais belos da sua vida quando andara a fotografar soldados russos pelas ruas de Praga e se expusera a todos os perigos. Fora o único período em que a telenovela dos seus sonhos se interrompera e em que tinha tido noites serenas. Montados nos seus tanques, os russos tinham-lhe trazido a harmonia. Agora, que a festa acabara, voltava a ter medo das suas noites e queria fugir antes que regressassem. Descobrira que havia circunstâncias em que podia sentir-se forte e satisfeita e era na esperança de tornar a encontrá-las que queria ir-se embora para o estrangeiro.

Milan Kundera